O Seleção masculina francesa é particularmente questionada, e até mesmo muito criticada, pelo seu comportamento após a vitória contra oUruguai. Em questão, uma pequena coreografia dos jogadores franceses logo após a vitória em três sets de Vives/Guichard, finalizado com um duplo 6/0 no segundo e terceiro set, onde os vemos imitando as duas rodas de uma bicicleta para representar esse placar claro.

Desde então, no redes sociais, as críticas são cada vez maiores, julgando que a seleção francesa nunca deveria ter adotado tal atitude após esta partida decisiva.

Deveríamos realmente culpar a seleção francesa por estes gestos? Estou lhe dando minha opinião que, eu sei, não será compartilhada por todos.

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Vamos resumir a situação:

Em primeiro lugar, segundo os internautas, o França não teve que comemorar desta forma, dada a diferença de nível com oUruguai. É certo que a França venceu o jogo decisivo em três sets, mas foi ela própria que se viu nesta situação e os internautas acreditam que poderia ter demonstrado mais contenção.

Outro ponto levantado nas redes sociais diz respeito ao respeito pelos oponentes. Muitos consideram que os jogadores uruguaios foram particularmente “valentes” e que os franceses, ao imitarem as duas rodas para simbolizar os dois 6/0, zombaram do Uruguai. Alguns comentários até esperam ver equipes comoEspanha ouArgentina agir da mesma forma em relação à França para observar a sua reação no caso de um futuro confronto neste mundo.

Minha opinião:

É importante frisar que a seleção francesa teve medo de perder, mesmo sendo favorita neste confronto contra o Uruguai. Depois de perder o primeiro set na terceira partida, os jogadores tiveram que se mobilizar para aproveitar a vantagem. Dizer que o Uruguai jogou bem e não esteve longe de surpreender não é falta de respeito pela seleção francesa. Na verdade, mesmo que a França tivesse margem, o Uruguai lutou até ao fim.

A seleção francesa cometeu um erro no seu comportamento, mas isso não deve ser interpretado como falta de respeito. Este tipo de gesto é mais um jogo interno do grupo francês, ou mesmo uma forma de “desafio” amigável para com os próprios parceiros, que afinal não estiveram tão longe de um mau desempenho. Foi uma forma de aliviar a pressão e expressar alívio após uma vitória apertada. A derrota da dupla Blanqué / Leygue claramente não estava no programa, o que aumentou a tensão.

Porém, no final da partida, os jogadores representam a seleção francesa, e esta coreografia foi sem dúvida excessiva neste contexto. Esta desajeitada celebração deve ser encarada com retrospectiva e muito segundo grau, sem qualquer intenção de desrespeitar oUruguai, especialmente depois de uma reunião tão competitiva. Esta polémica irá, sem dúvida, desaparecer rapidamente, mas poderá certamente servir de experiência para esta jovem equipa francesa para o resto da sua aventura.

Franck Binisti

Franck Binisti descobriu o padel no Club des Pyramides em 2009 na região de Paris. Desde então, o padel faz parte da sua vida. Você costuma vê-lo viajando pela França para cobrir os principais eventos franceses de padel.