Frédéric Pommier, representante inter-regional federal do padel, esteve presente no Pyramides Club para o Île-de-France Youth Masters. Aumento do nível de jogo, padel feminino e um número crescente de torneios: conversamos com ele sobre o estado do esporte entre os jovens, poucas semanas antes do Campeonato Europeu no Porto.

O Île-de-France Youth Masters reuniu uma nova geração de competidores no Pyramides Club, alguns dos quais poderão representar a França daqui a alguns anos. No local, Padel Magazine Fiz um balanço com Frédéric Pommier, responsável federal inter-regional pelo padel, sobre o estado da prática entre os jovens: revisão do evento, situação do padel feminino e debate em curso sobre a multiplicação de torneios no circuito.

 Um torneio Masters que é "difícil de criticar". 

 — Uma avaliação do Île-de-France Masters? O que funciona bem e o que ainda pode ser melhorado? 

Com a estrutura atual, será difícil encontrar pontos negativos. O ambiente é perfeito, o número de crianças está em constante crescimento, assim como o nível de jogo. A questão agora é como isso vai se desenvolver, pois ônibus cheios de crianças chegam ansiosas para jogar. Cabe aos clubes se envolverem e organizarem torneios juvenis para continuar desenvolvendo o esporte. Dois jovens jogadores, Loïs Meyer e Sacha Devriendt, foram inclusive selecionados para o Campeonato Europeu no Porto: há muitos, muitos aspectos positivos.

 Padel feminino: "Um problema real" 

 — Neste torneio Masters, meninas e meninos são agrupados nas mesmas chaves, sem nenhuma categoria dedicada às meninas. Uma escolha deliberada? 

O padel feminino é uma questão real. Cada vez mais jogadoras muito boas estão surgindo. Mas sem a possibilidade de integrar meninas com meninos, as competições femininas seriam muito fracas: ainda não estamos prontas, e não acho que estaremos no ano que vem, para ter circuitos exclusivamente femininos. É um objetivo, e há batalhas a serem travadas para desenvolver esse esporte.

 — Em termos concretos, quais medidas estão sendo consideradas para promover o padel feminino? 

O número de concorrentes atualmente é de 20.000. Encontrar maneiras de agir não é fácil, mas começará com atividades específicas e, talvez, com treinamento para mais professores.

 "Vamos tentar, sem necessariamente chegar a uma divisão de 50-50, restabelecer um pouco essa proporção." 

 — Na prática, entre os jovens, você sente que a dinâmica está realmente mudando? 

Elas vão florescer; isso está acontecendo em todo o país. Realizamos um torneio nacional sub-12 em Vichy há duas semanas, com meninas de toda a França, algumas das quais já estão jogando muito bem. Não sei se conseguiremos restaurar completamente essa proporção, porque muitos meninos também estão participando. Mas estou convencido de que cada vez mais meninas se envolverão. E espero que, em dois ou três anos, possamos construir uma liga feminina completa.

 A proliferação de torneios: deveriam existir quotas? 

 — Outro debate está agitando o circuito: o número de torneios de padel está explodindo, a ponto de alguns estarem com menos competidores do que antes. Qual a sua opinião? 

Se analisarmos o cenário do padel há quatro, cinco ou seis meses, qualquer torneio teria esgotado os ingressos em dois dias. É preciso sempre se reinventar, se adaptar. De fato, existe um problema com alguns torneios que carecem de jogadores ou de bons jogadores. Precisaremos avaliar tudo isso quando esse período terminar e ver quais medidas podem ser tomadas.

 — Deveríamos introduzir quotas, por exemplo, no número de P500? 

Assim como os torneios P1000 de hoje não são os mesmos de ontem, no ano que vem haverá torneios P3000, e os torneios P1500 desaparecerão. Antes, tínhamos no máximo um torneio P1000 por fim de semana, que era a maior competição nacional. Agora, podemos ter cinco no mesmo fim de semana. Acho que, de modo geral, sou a favor dessa evolução — teremos que ver como será daqui a um ou dois anos. Antes, os melhores jogadores competiam na França; agora, temos cerca de vinte jogadores que vão para o exterior. A ideia é atender às demandas dos competidores e elevar o nível de jogo, sem deixar de satisfazer aqueles que jogam em torneios P250 ou P500. Precisamos mesmo considerar o P500, que costumava ser quase um torneio nacional, como um torneio departamental ou regional. É assim que precisamos enxergá-lo, e a tendência é que ele evolua nessa direção.

 — Isso significa que, apesar de tudo, o nível geral está progredindo entre os homens? 

Era isso que estávamos dizendo em nossa discussão: o top 100 pode não estar significativamente mais forte do que antes no topo do ranking, mas o nível geral, sim, está melhor do que antes. Naquela época, havia 150 jogadores nesse nível; agora há 1.000 jogando nesse nível e lutando por essa posição no ranking. Acho que isso é um passo na direção certa.

 Próximo evento: FIP Promessas Paris  por WME

 — Uma última palavra sobre os próximos prazos? 

Estarei presente no FIP Promises em Paris e convido todos a assistirem ao evento. Temos a sorte de sediar um evento internacional em Paris, para as categorias Sub-12, Sub-14, Sub-16 e Sub-18, com jogadores da Argentina, Portugal e Suécia. Espero que o maior número possível de jogadores da região da Île-de-France e de toda a França esteja presente para competir em nível internacional.

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Franck Binisti

Franck Binisti descobriu o padel no Club des Pyramides em 2009 na região de Paris. Desde então, o padel faz parte da sua vida. Você costuma vê-lo viajando pela França para cobrir os principais eventos franceses de padel.