A final do P2 de Bruxelas vencida por Ale Galan e Fede Chingotto enfrentar Agustín Tapia e Arturo Coello foi palco de algumas situações controversas para o árbitro da partida. No dia seguinte ao jogo, vamos rever as escolhas que ele teve que fazer O francês Florian Couturier.

Uma boa decisão prejudicada pelo VAR

Até 6/4 – 5/4 a favor de Chingalan, a partida correu bem para os jogadores. Chega então o famoso momento do contra-ataque de Arturo Coello: Florian Couturier vê a rede se mover e decide conceder o ponto a Chingotto e Galan. Após análise do ponto pelo VAR a pedido dos números mundiais, a ferramenta informática avalia que o espanhol não tocou na rede. Aqui está o momento em questão:

É difícil não ficar do lado do francês, pois podemos ver no vídeo um movimento da rede para frente e para trás enquanto Coello finaliza seu gesto. Para ser mais preciso, ainda resta a dúvida se é consequência do contato ou do ar varrido pela raquete do espanhol. Seja como for, o reflexo que Florian Couturier teve foi o correcto, e acima de tudo muito bem explicado de imediato ao jogador: “Tenho certeza que a rede se moveu, então para mim você acertou".

Aplicação do regulamento à letra

Uma vez que o VAR foi contra o julgamento do árbitro, este segue as regras: fez o seu anúncio antes do contra-ataque de Coello terminar no par 4 e foi vencedor. A rigor, isso significa que o ponto foi interrompido antes do seu final e que deve ser reproduzido novamente. A discordância de Arturo Coello pode ser facilmente compreendida, mas não é uma decisão sujeita a interpretação, Florian Couturier aplica o regulamento.

No processo, a frustração do “Rei Arturo” resultará em golpes de raquete na coxa ao perder o próximo ponto. O árbitro não sai do seu papel e aplica uma sanção aos números um do mundo. Apesar da raiva que derrama sobre o francês, Arturo Coello sabe perfeitamente que este aviso se justifica: “Eu mereço esse aviso (Eu mereço esse aviso)”.

O jogo limpo de Galan

A última situação em que Florian Couturier foi o centro das atenções ocorreu no 2-2 no tie-break do segundo set. Enquanto Tapia acerta a linha, a música toca na quadra central da Gare Maritime. O árbitro decide então repetir o ponto, ainda aplicando as regras, para não prejudicar ninguém.

Depois de alguns segundos de discussão onde Coello e Tapia tentaram deixar claro que o chute foi vencedor, Ale Galan simplificou ao dar o ponto ao número um do mundo, acreditando que ele não conseguiria tocar na bola. Um gesto oficializado pelo francês e que será saudado pelos seus adversários e pelo público.

É portanto um eufemismo dizer que Florian Couturier foi desafiado nesta final, mas podemos concluir após análise que respondeu muito bem a cada situação sendo claro com os jogadores e consistente com o regulamento.

Martin Schmuda

Um jogador de tênis competitivo, Martin descobriu o padel em 2015 na Alsácia e participou de alguns torneios em Paris. Hoje jornalista, ele lida com as notícias padel enquanto continua sua ascensão no mundo da bolinha amarela!