Segunda parte da nossa entrevista com o Presidente da American Padel Tour, Fabrice Pastor. Ele relembra os motivos que o levaram a retornar à indústria de padel. Sem desvio, ele denuncia segundo ele "certos desvios da World Padel Tour que prejudicam o padel".

A primeira parte da entrevista: AQUI.

  • Há 2 anos, você disse que o padel havia acabado. E aqui está você de novo ...

Foi um momento complicado. Eu diria mesmo uma desilusão. Senti muita dor pelo projeto que estava realizando, mas também e principalmente por alguns jogadores que pago por sua liberdade de pensar em 2019 por me apoiar.

O APT é o oposto do que é o circuito profissional europeu. Porque, precisamente, apostamos na liberdade dos jogadores e na qualidade dos nossos testes. Nós forçamos as pessoas a virem jogar em nosso circuito.

Fiquei muito emocionado com as ações de alguns. E eu disse a mim mesma que não merecia o problema de me investir tanto nisso.

Parece que existem apenas tolos que não mudam de idéia. E então, você sabe como sou apaixonada por esse esporte. Tive um grande apoio como o do presidente da Federação Mexicana, Omar Villavicencio, agora vice-presidente do CAPF e da APT.

  • Quando você fala sobre jogadores que pagaram por sua liberdade de pensamento, o que você quer dizer exatamente?

Não vou citar os jogadores que me apoiaram há dois anos para ver a International Padel Tour decolar em 2. Não posso, isso os colocaria de volta em vergonha.

No entanto, posso lhe dizer que estou escandalizado com os métodos da World Padel Tour.

Os jogadores que apoiaram o International Padel Tour pagaram uma multa de 12% pelos ganhos conquistados em 2019. Você percebe o escândalo?

E, voltando à pergunta anterior, estou surpreso por não ver jogadores profissionais reagir a tudo isso.

E precisamente, com o Amercian Padel Tour, quero pôr um fim a este sistema. Já posso lhe dizer que jogadores do WPT de origem latino-americana estão se perguntando sobre a relevância de ir para a Europa quando têm um circuito profissional em casa.

Temos até jogadores europeus que estão pensando em experimentar a aventura na América.

  • APT fora da América, possível?

Tudo é possível. E já temos pedidos, inclusive na Europa. O APT pretende se tornar um circuito profissional muito grande. E este já é o caso na América. Com o nosso trabalho, o investimento, o grupo que existe, tudo é possível, porque pensamos acima de tudo o interesse dos jogadores.

  • O APT pode se tornar esse grande marco global quando vimos o FIP e o WPT se unirem no ano passado…

Obrigado por me fazer esta pergunta. Eu responderei com outra pergunta: Você não acha essa aproximação entre o FIP e o WPT agora suspeita?

Eu configurei o APT. E agora eles concordam. Você pensaria que era uma coisa boa. Mas é lamentável quando sabemos os motivos.

Não sejamos hipócritas, essas duas instituições sempre estiveram em conflito. O FIP está atolado em seus problemas institucionais, o WPT quer reagir para impedir que o circuito desapareça como o Padelpro Tour.

Eles estão, portanto, tentando encontrar um desfile contra o APT. Mas a boa notícia é que eu os assusto. Novamente.

  • Não podemos dizer que a fusão do ranking mundial, por exemplo, entre o FIP e o WPT é uma coisa boa?

Se for positivo para o padel e para os jogadores, tanto melhor. Sinto muito aqui pelos contornos e pelas razões extra-esportivas dessa aproximação entre o FIP e o WPT. Se o fato de ter criado o APT possibilita mudar as linhas na Europa, já é uma vitória para mim.

Desculpe fazer esse paralelismo com a minha aventura com o The International Padel Tour. Mas isso me lembra o momento em que o World Padel Tour teve que ceder e ceder um pouco mais aos jogadores porque eu queria lançar o IPT. Mesmo que eu não pudesse ir até o final, estou feliz que os jogadores pudessem pressionar o WPT para obter mais graças ao IPT.

Você sabe, apenas porque jogadores profissionais na Europa não precisam ficar calados ou enfrentar multas, não significa que são cegos.

A diferença é que o APT é uma realidade. O circuito é lançado e nada pode detê-lo. Há espaço para todos. Venha provar a American Padel Tour.

  • Outro assunto está surgindo na Argentina: o America Padel Tour, criado pelo argentino Lisandro Borges

Lisandro Borges fica perto do World Padel Tour. Escusado será ir mais longe nas explicações que me parece.

Mais uma vez, eles estão tentando me impedir. Que tristeza! Você pode me deixar em paz e pensar um pouco sobre padel?

Gostaria apenas de lembrar que o único presidente da Federação Argentina de Padel é Oscar Nicastro.

Na Argentina, assinamos com a AJPP (Associação Profissional de Jugadores Profissionais de Padel), presidida por Mariano Lasaigues (o novo diretor geral da APT) e com a APA (Associación de Padel Argentina).

Além disso, é o APA que é reconhecido pela Federação Internacional de Padel até prova em contrário.

Então está tudo bem com a Argentina.

  • Terminamos com o Master of Acalpulco, o teste será realizado durante o dia?

Para Acapulco, estamos em contato próximo com o Grupo Pegaso, que é o organizador do Acapulco APT 500. No torneio de tênis que será disputado à noite, jogaremos entre as 9:00 e as 18:00 nos jogos de padel.

Leia a primeira parte da entrevista AQUI

Franck Binisti

Franck Binisti descobre o padel no Pyramid Club em 2009 na região de Paris. Desde então padel faz parte de sua vida. Você costuma vê-lo em turnê pela França, cobrindo os grandes eventos franceses de remo.

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