Sacha Devriendt, residente do Centro Nacional de Treinamento de Vichy (CNE), concedeu uma série de entrevistas durante o Île-de-France Youth Masters. O jovem jogador sub-14 compartilhou suas impressões sobre seu primeiro ano no centro, sua parceria com Nolann Ballay no Club des Pyramides durante o Île-de-France Youth Masters de 2026 e seus objetivos para o final da temporada.

Três entrevistas no mesmo dia: o "preço do sucesso"? Por ocasião do Île-de-France Youth Masters, Sacha Devriendt reservou alguns minutos para relembrar sua primeira temporada no Centro Nacional de Treinamento (CNE) em Vichy e seus próximos objetivos, entre o Campeonato Europeu no Porto e o aguardado retorno ao FIP Promises Paris by WME.

 Primeiro ano no CNE: entre progresso e distância 

 — Como é a vida no CNE em Vichy? Pode descrever a rotina por lá? 

Estou muito feliz por estar no Centro Nacional de Treinamento este ano, e acabei de ser selecionada para o ano que vem também. Quanto à programação, treinamos todos os dias, exceto nos fins de semana, que são reservados principalmente para competições, seja em Vichy ou perto de Clermont. Está indo muito bem. Logo no início do ano, fomos fazendo amizades aos poucos, então estava tudo indo bem.

 — O início deste ano não tem sido um pouco complicado, especialmente por estar longe da família? 

No início, foi um pouco difícil para a família, eu acho, e para mim também. Estar tão longe, em Vichy, bem no centro da França, é uma longa jornada para eles. Então, o começo do ano foi um pouco complicado para todos. Mas agora, as coisas estão indo bem.

 — Em que você mais melhorou desde que chegou ao centro? 

Antes de vir para cá, eu costumava ficar frustrado nos treinos. Agora, isso não acontece de jeito nenhum. E também acho que melhorei em termos de estratégia e tática de jogo. É aí que realmente evoluí mais.

 "Assim que ele desistir, temos que animá-lo — dessa forma, podemos ter uma boa partida." 

 Nolann Ballay, um grande jogador, mas… 

 — Dizem que é preciso ter muita força mental para jogar com Nolann Ballay (risos). Isso é verdade? 

Precisamos levá-lo aos jogos. Assim que ele começar a desanimar, precisamos animá-lo. Dessa forma, podemos ter uma boa partida.

 Rumo ao Porto para o campeonato francês… e uma revanche em Paris. 

 — Quais são seus próximos prazos? 

Primeiro, temos o Campeonato Europeu no Porto, no final de junho/início de julho, depois o Campeonato Francês em agosto. Mas, acima de tudo, temos o FIP Promises em Paris.

 — Você chegou à final lá no ano passado com Elliot Mura, depois de uma semifinal muito disputada. Alguma lembrança em particular? 

Na última vez que participamos deste FIP com o Elliot, chegamos à final, mas depois de uma semifinal muito difícil, o que tornou o período físico bastante complicado. Desta vez, neste FIP, vamos tentar conquistar a vitória.

 — Vocês estão mudando de parceiros para este prazo: por quê? 

Procuro sempre ter um parceiro diferente a cada vez. Aqui, é principalmente uma questão de categoria de idade: Elliot, que nasceu em 2011, vai subir para o sub-16, enquanto eu, nascido em 2012, continuo no sub-14. Portanto, vou jogar com Siméo Debroy, que também nasceu em 2012 — e farei o mesmo no campeonato francês.

 — Alguns jogadores competem em duas categorias de idade na mesma competição. Essa é uma opção para você? 

Acho que não. No FIP em Lyon, tínhamos duas categorias, mas houve muitas lesões e desistências. Então decidimos que teríamos apenas uma categoria, para estarmos em boa forma física.

 — Para este segundo ano na CNE, qual é a sua prioridade de melhoria? 

Talvez mais em um nível físico. No momento, ainda está lá, mas eu precisaria retrabalhá-lo um pouco.

Franck Binisti

Franck Binisti descobriu o padel no Club des Pyramides em 2009 na região de Paris. Desde então, o padel faz parte da sua vida. Você costuma vê-lo viajando pela França para cobrir os principais eventos franceses de padel.